Análise do Grupo G da Copa 2026, com resultados, classificação, desempenho da Bélgica, do Egito, do Irã e da Nova Zelândia, jogadores em destaque e leitura crítica do Além do Placar.
Panorama do grupo
O Grupo G da Copa do Mundo 2026 reuniu Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia em uma chave marcada por equilíbrio, tensão política, drama esportivo e desfechos emocionais. A Bélgica entrou como favorita técnica, mas começou a campanha de forma irregular. O Egito chegou com a força simbólica de Mohamed Salah, o peso histórico do futebol africano e a busca por uma campanha mais consistente em Copas. O Irã carregava o sonho de avançar pela primeira vez ao mata-mata, mas também enfrentava dificuldades extracampo ligadas a tensões políticas, vistos e logística. A Nova Zelândia, representante da Oceania, buscava finalmente transformar competitividade em vitória mundialista.
Ao final das três rodadas, a Bélgica terminou em primeiro lugar, com 5 pontos. O Egito também somou 5 pontos, mas ficou em segundo pelo saldo de gols. O Irã terminou em terceiro, com 3 pontos, invicto, mas eliminado na corrida dos melhores terceiros colocados. A Nova Zelândia, com 1 ponto, ficou em quarto lugar.
O Grupo G foi um dos mais duros emocionalmente. Nenhuma seleção venceu nas duas primeiras rodadas. Antes dos jogos finais, todas ainda tinham algum caminho possível. A Bélgica resolveu sua vida com uma goleada. O Egito se sustentou no empate decisivo. O Irã caiu sem perder uma partida sequer. A Nova Zelândia teve bons momentos, mas voltou a tropeçar na dificuldade de transformar vantagem e competitividade em resultado.
Para o Além do Placar, este grupo exige uma leitura que una futebol, política, direitos humanos, migração, decolonialidade, sustentabilidade e emoções coletivas. Não foi apenas uma chave de gols e pontos. Foi uma chave de esperanças interrompidas, afirmações nacionais e tensões que ultrapassaram o campo.
Tabela final do Grupo G
| Posição | Seleção | Campanha | Pontos | Gols marcados | Saldo de gols | Situação |
| 1º | 🇧🇪 Bélgica | 1 vitória e 2 empates | 5 | 6 | +4 | Classificada |
| 2º | 🇪🇬 Egito | 1 vitória e 2 empates | 5 | 5 | +2 | Classificado |
| 3º | 🇮🇷 Irã | 3 empates | 3 | 3 | 0 | Eliminado |
| 4º | 🇳🇿 Nova Zelândia | 1 empate e 2 derrotas | 1 | 4 | -6 | Eliminada |
A Bélgica liderou pelo saldo de gols, impulsionada pela goleada na última rodada. O Egito avançou em segundo, também invicto. O Irã viveu uma das campanhas mais amargas da fase de grupos: não perdeu, mas também não venceu. A Nova Zelândia marcou quatro gols, mostrou competitividade em alguns momentos, mas sofreu dez e terminou eliminada.
Resultados e análise das partidas
Primeira rodada: Bélgica 1 x 1 Egito
Bélgica e Egito abriram o Grupo G com empate por 1 a 1. O resultado já indicou que a chave não seria simples para a favorita europeia. A Bélgica teve volume, talento e nomes experientes, mas encontrou um Egito organizado, capaz de competir e de não se intimidar diante de uma seleção tradicionalmente mais valorizada pela mídia internacional.
Para a Bélgica, o empate teve gosto de alerta. A equipe que já foi tratada como “geração dourada” há alguns anos entrou em 2026 com outro tipo de cobrança: provar que ainda tem força, repertório e liderança. O empate na estreia não comprometeu a campanha, mas adiou a afirmação.
Para o Egito, o ponto teve valor. Pontuar contra a Bélgica era começar o grupo dizendo que a equipe não dependia apenas da imagem de Mohamed Salah. O Egito mostrou organização, resistência e capacidade de competir. Em uma Copa ampliada, começar pontuando contra o favorito pode ser decisivo.
Na leitura do Além do Placar, esse confronto também traz uma questão decolonial: seleções africanas muitas vezes são apresentadas como dependentes de um astro, como se não houvesse sistema, história ou trabalho coletivo. O Egito tem Salah, mas não é apenas Salah. Tem torcida, tradição, continentalidade africana, memória e projeto.
Primeira rodada: Irã 2 x 2 Nova Zelândia
Irã e Nova Zelândia fizeram um empate por 2 a 2 na estreia, em um jogo de viradas emocionais e forte carga política. A Nova Zelândia marcou duas vezes com Elijah Just, mostrando velocidade, coragem e capacidade de atacar espaços. O Irã respondeu com Ramin Rezaeian e Mohammad Mohebi, evitando uma derrota que poderia comprometer toda a campanha.
O jogo expôs duas seleções em busca de um feito histórico. A Nova Zelândia queria sua primeira vitória em Copas. O Irã buscava finalmente avançar para além da fase de grupos. O empate não resolveu a vida de ninguém, mas deixou ambos vivos.
Para o Irã, a partida já carregava camadas extracampo. A seleção enfrentava uma Copa atravessada por tensões diplomáticas e dificuldades logísticas. Isso não desculpa erros esportivos, mas ajuda a compreender o peso emocional em torno da equipe. Jogadores entram em campo, mas não entram vazios: carregam passaporte, fronteiras, discursos políticos, famílias, torcedores e pressões nacionais.
Para a Nova Zelândia, o empate teve sabor misto. Marcar duas vezes e não vencer deixou frustração. O time mostrou que podia competir, mas também mostrou um problema que se repetiria: dificuldade de proteger vantagens e controlar momentos decisivos.
Segunda rodada: Bélgica 0 x 0 Irã
Na segunda rodada, Bélgica e Irã empataram sem gols. O jogo foi marcado por boas defesas dos goleiros e por uma tensão crescente: a Bélgica pressionou, mas não conseguiu transformar volume em vitória; o Irã resistiu, competiu e manteve sua invencibilidade.
Para a Bélgica, o segundo empate seguido aumentou a cobrança. Uma seleção com nomes experientes e expectativa de liderança não podia se acomodar. A falta de gol contra o Irã tornou a última rodada decisiva. O favoritismo belga passava a depender não de reputação, mas de resposta concreta em campo.
Para o Irã, o empate teve valor, mas também deixou uma armadilha. Somar pontos contra Bélgica e Nova Zelândia sem vencer significava manter esperança, mas não construir margem. Em uma fase de grupos curta, empates preservam; vitórias classificam.
A arbitragem teve registro importante: a partida contou com o argentino Darío Herrera como árbitro. Não houve, nas fontes usadas para este texto, indicação de uma polêmica central capaz de alterar a leitura do resultado. O jogo foi decidido mais por defesa, tensão e ausência de precisão ofensiva do que por controvérsia arbitral.
Segunda rodada: Nova Zelândia 1 x 3 Egito
O Egito venceu a Nova Zelândia por 3 a 1 e conquistou uma vitória histórica. Foi a primeira vitória egípcia em Copas do Mundo, um feito que carregou grande valor simbólico. A Nova Zelândia saiu na frente com Finn Surman, mas o Egito reagiu no segundo tempo com Mostafa Ziko, Mohamed Salah e Trezeguet.
O resultado mudou o grupo. O Egito passou a liderar momentaneamente, ganhou confiança e se aproximou da classificação. A equipe mostrou maturidade ao reagir depois de sair atrás. Salah marcou e reafirmou seu protagonismo, mas o jogo também destacou a importância coletiva da virada.
Para a Nova Zelândia, foi mais uma frustração. A equipe voltou a desperdiçar uma vantagem. O padrão emocional se repetia: coragem inicial, gol, mas dificuldade de sustentar o resultado. Em uma Copa, esse tipo de oscilação é cruel.
Esse jogo também tem valor histórico para o Egito. Um país com enorme tradição futebolística no continente africano, múltiplos títulos continentais e uma torcida apaixonada ainda buscava uma vitória em Copas. Quando ela veio, não foi apenas estatística. Foi memória coletiva.
Terceira rodada: Nova Zelândia 1 x 5 Bélgica
A Bélgica resolveu o grupo na última rodada com uma goleada por 5 a 1 sobre a Nova Zelândia, em Vancouver. Leandro Trossard marcou duas vezes, Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku também apareceram, e a equipe belga finalmente transformou talento em placar. A vitória levou a Bélgica ao primeiro lugar do grupo.
Para os belgas, foi uma resposta contundente. Depois de dois empates e muitas dúvidas, a seleção mostrou força ofensiva. Trossard foi o grande nome do jogo, enquanto De Bruyne confirmou sua importância como referência técnica e emocional. A Bélgica não começou bem a Copa, mas fechou o grupo como líder.
Para a Nova Zelândia, a derrota encerrou uma campanha dolorosa. A seleção marcou primeiro em alguns momentos do torneio, competiu, mas sofreu demais defensivamente. Contra a Bélgica, a diferença técnica apareceu com força. O sonho da primeira vitória em Copa ficou novamente adiado.
A goleada também alterou a classificação final. O saldo belga superou o do Egito e garantiu a liderança. Esse é um ponto essencial da Copa 2026: no novo formato, cada gol muda a rota de mata-mata, define adversários e reescreve expectativas.
Terceira rodada: Egito 1 x 1 Irã
Egito e Irã fecharam o grupo com um empate por 1 a 1 em Seattle, em uma partida dramática. O Egito abriu o placar cedo, com Saber, após erro do goleiro iraniano. O Irã empatou com Ramin Rezaeian, depois de um pênalti defendido e rebote aproveitado. Nos minutos finais, o Irã ainda teve um gol anulado por impedimento após revisão do VAR, lance que poderia ter mudado completamente sua história.
O resultado classificou o Egito em segundo lugar e deixou o Irã na dependência de outros grupos. Por alguns momentos, a seleção iraniana esteve próxima de avançar entre os melhores terceiros. Mas a combinação final, especialmente o empate tardio da Áustria contra a Argélia, eliminou o Irã.
Foi um dos dramas mais duros da fase de grupos. O Irã terminou invicto, mas fora. Essa frase resume a crueldade da Copa: não perder pode não bastar. Faltou vencer. Faltou transformar resistência em ruptura.
Para o Egito, o empate teve gosto de alívio. A equipe não venceu, mas fez o suficiente para avançar. Para o Irã, ficou a sensação de oportunidade perdida, somada ao desgaste político e logístico de uma campanha muito difícil.
Desempenho das seleções
1º colocado: Bélgica
A Bélgica fez uma campanha de crescimento tardio. Começou com dois empates, conviveu com desconfiança e só se afirmou na rodada final. A goleada sobre a Nova Zelândia mudou a percepção da equipe e garantiu a liderança.
O ponto forte belga foi a capacidade de resposta. O ponto frágil foi a demora para transformar controle em vitória. No mata-mata, a Bélgica precisará evitar essa oscilação. Contra adversários mais fortes, esperar até a terceira partida para acordar não será possível.
2º colocado: Egito
O Egito avançou invicto, com uma vitória e dois empates. A virada contra a Nova Zelândia foi o momento central da campanha, enquanto os empates com Bélgica e Irã mostraram resistência.
A seleção egípcia confirmou maturidade competitiva. Não fez uma campanha exuberante, mas fez uma campanha inteligente. Avançou sem depender apenas de brilho individual, embora Salah tenha sido uma referência importante.
3º colocado: Irã
O Irã terminou com três empates, invicto e eliminado. Foi uma das histórias mais amargas da fase de grupos. A equipe competiu, resistiu, empatou com todos os adversários, mas não conseguiu vencer.
A campanha iraniana foi atravessada por dificuldades extracampo, logística complexa e tensões políticas. Mesmo assim, dentro de campo, faltou eficiência nos momentos decisivos. O pênalti perdido, o gol anulado e os empates acumulados formaram uma narrativa de quase classificação.
4º colocado: Nova Zelândia
A Nova Zelândia terminou com 1 ponto e muitos gols sofridos. A equipe mostrou coragem ofensiva, marcou quatro vezes e teve momentos de esperança, mas perdeu força nas segundas partes dos jogos e não conseguiu controlar vantagens.
A eliminação deixa frustração, mas também alguns sinais. Elijah Just apareceu bem, Finn Surman marcou e a seleção mostrou que pode competir por trechos. O desafio é transformar bons momentos em partidas completas.
Jogadores em destaque
Bélgica: Leandro Trossard
Leandro Trossard foi o nome decisivo da Bélgica no Grupo G. Seus dois gols contra a Nova Zelândia mudaram a campanha belga e ajudaram a garantir a liderança. Em um time com De Bruyne e Lukaku, Trossard apareceu como protagonista prático, aquele que decidiu quando a Bélgica mais precisava.
Egito: Mohamed Salah
Mohamed Salah foi a principal referência do Egito. Marcou na vitória histórica sobre a Nova Zelândia e carregou liderança técnica e simbólica. Mesmo quando não decide sozinho, Salah reorganiza o olhar sobre a equipe: atrai marcação, cria expectativa, mobiliza torcida e representa uma geração inteira do futebol egípcio.
Irã: Ramin Rezaeian
Ramin Rezaeian foi decisivo para o Irã. Marcou contra a Nova Zelândia e contra o Egito, sendo personagem central de uma campanha invicta, mas frustrante. Seu gol na rodada final manteve vivo o sonho iraniano até os últimos minutos da fase de grupos.
Nova Zelândia: Elijah Just
Elijah Just foi o destaque da Nova Zelândia. Marcou duas vezes contra o Irã e deu à seleção um dos seus momentos mais fortes no torneio. Em uma campanha difícil, sua atuação mostrou talento, coragem e capacidade de atacar espaços diante de adversários mais experientes.
Leitura crítica do Além do Placar
O Grupo G é um dos mais ricos para a leitura crítica do Além do Placar. Nele se cruzam Europa, África, Ásia e Oceania; futebol tradicional, sonho de classificação inédita, tensões políticas, logística desigual e disputas de narrativa.
A Bélgica representa uma potência europeia que precisou provar em campo o que a reputação sugeria antes da bola rolar. O Egito representa a força africana e árabe, muitas vezes reduzida ao nome de Salah, mas sustentada por uma história futebolística muito maior. O Irã representa uma seleção atravessada por fronteiras, política, vistos e tensões internacionais. A Nova Zelândia representa uma Oceania que ainda luta por reconhecimento em um mapa futebolístico dominado por Europa e América do Sul.
A história iraniana exige cuidado. O Irã foi eliminado sem perder, mas sua campanha não pode ser lida apenas como azar. Houve falhas esportivas, chances perdidas e empates insuficientes. Ao mesmo tempo, as dificuldades logísticas e políticas relatadas por veículos internacionais mostram que nem todas as seleções vivem a Copa nas mesmas condições. O futebol global fala em igualdade dentro de campo, mas o caminho até o campo nem sempre é igual.
Essa é uma leitura profundamente decolonial: quem viaja com tranquilidade? Quem enfrenta vistos, suspeitas, deslocamentos e discursos políticos? Quem é tratado como visitante esportivo e quem é tratado como problema diplomático? Essas perguntas não mudam o placar, mas ajudam a entender o contexto.
A presença do Egito também merece atenção. Um país africano, árabe e historicamente central no futebol continental avançou sem espetáculo exagerado, mas com solidez. É importante evitar a visão que só valoriza seleções africanas quando elas surpreendem ou encantam. Avançar com maturidade também é excelência.
A Nova Zelândia, por sua vez, mostra os limites enfrentados por seleções da Oceania. A equipe teve bons momentos, mas encontrou dificuldades contra adversários mais habituados a competições de alto nível. Em vez de tratar sua eliminação como nota menor, o Além do Placar reconhece o valor da visibilidade: cada gol, cada jogo e cada jogador exposto em Copa ajudam a fortalecer o futebol local.
A sustentabilidade e a lógica Lixo Zero também atravessam o grupo. Jogos na costa oeste da América do Norte envolvem longos deslocamentos, torcedores em trânsito, consumo de alimentos, copos, embalagens, materiais promocionais, camisas, bandeiras e lembranças. A Copa é festa, mas também é produção de resíduos. Pensar reciclagem, reutilização e redução do descarte — inclusive em produtos afetivos como figurinhas, adesivos e álbuns — é parte da responsabilidade editorial do Além do Placar.
A perspectiva feminina e feminista também precisa aparecer. A Copa não pertence apenas aos homens em campo. Mulheres torcedoras, jornalistas, voluntárias, trabalhadoras, educadoras, mães, meninas e pesquisadoras compõem a experiência do torneio. A crítica feminista nos ajuda a olhar para quem aparece pouco, mas sustenta muito.
Nas fontes usadas para este texto, não apareceu um episódio central de racismo ou xenofobia envolvendo diretamente os jogos do Grupo G que justificasse a acusação específica. Mas houve, sim, forte contexto político e tensão diplomática envolvendo o Irã. O compromisso do Além do Placar é falar disso com seriedade: sem sensacionalismo, sem apagamento e sem transformar povos em caricatura.
Quem avançou e o que esperar da próxima fase
A Bélgica avançou em primeiro lugar e enfrentará o Senegal na fase de 32. O Egito avançou em segundo e enfrentará a Austrália. O Irã terminou em terceiro, mas não conseguiu avançar entre os melhores terceiros colocados. A Nova Zelândia foi eliminada.
A Bélgica chega ao mata-mata com confiança recuperada, mas ainda precisa provar consistência. O Egito chega com maturidade e liderança simbólica de Salah. O Irã sai com dor, invencibilidade e sensação de oportunidade perdida. A Nova Zelândia se despede com gols, mas ainda está perseguindo sua primeira vitória em Copas.
O Grupo G mostrou que a Copa pode ser cruel de muitas formas. Às vezes, perder elimina. Às vezes, empatar demais também. No funil da 1ª fase, Bélgica e Egito seguiram vivos. Irã e Nova Zelândia ficaram pelo caminho, mas suas histórias não cabem apenas na coluna da eliminação.
Leia também os perfis das seleções deste grupo
- Bélgica na Copa 2026: cultura, sociedade e seleção
- Egito na Copa 2026: cultura, sociedade e seleção
- Irã na Copa 2026: cultura, sociedade e seleção
- Nova Zelândia na Copa 2026: cultura, sociedade e seleção
المصادر المرجعية
FIFA. Relatórios e páginas oficiais dos jogos da Copa do Mundo da FIFA 2026.
FIFA. Classificação oficial da Copa do Mundo da FIFA 2026.
Reuters. Cobertura sobre Bélgica x Nova Zelândia, Bélgica x Senegal e eliminação do Irã.
The Guardian. Cobertura sobre Egito x Irã, Nova Zelândia x Egito e a eliminação iraniana.
Al Jazeera. Cobertura sobre Egito x Irã e Irã x Nova Zelândia.
Sky Sports. Relatório de Egito x Irã.
The Analyst. Estatísticas de Nova Zelândia x Bélgica e Egito x Irã.
ESPN. Estatísticas e placares dos jogos do Grupo G.
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